Sobre amar, separar e pedacinhos de mim.

Ninguém sabe a hora que vai ouvir o toc toc na porta do coração. E ai, inocentemente (ou não) abre a porta e ele entra. Sobre amar, separar e pedacinhos de mim, é um post com sentimentos. Que fala de amor, separação.. mas vamos lá.

Algumas vezes, ele entra calmo. Em outras, festeiro, bagunceiro. Em outras, amargo, doentio.

Mas ele já entrou. E vamos vivendo com ele dentro de nós.

Muita gente ainda se anula pelo amor. Pelo outro que chegou e se instalou. E passa a ser a/o fulana/o da/o fulano/a e deixa de ser a própria pessoa.

Amar nunca foi isso. Isso tem outro nome. Pode ser paixão, obsessão, doença. Sei lá.

Alguém que se anula, pelo outro consegue ser feliz? Não!

Eu falo, porque já fui assim. Já me isolei na redoma de um casamento, achando que o nosso mundo era suficiente. Afastei-me de tudo e todos, (por diversos motivos, que um dia falo) e no final, fui eu quem fiquei só. E não valeu a pena. A minha sorte, foi ter amigos que nunca me abandonaram e estavam sempre de olho.

Eu perdi toda a minha identidade, a autoestima, que aos poucos, vai descendo como um elevador que enguiça entre o primeiro andar e o térreo.

No meu caso, eu fui aos poucos percebendo (demorei horrores) e apesar de sofrer, vendo que o caminho melhor para mim, era abrir a porta e deixar esse amor (nocivo, pra mim) ir embora, assim o fiz.

Depois, sem sentir, a depressão tomou conta de mim, por um ano. De forma tão diferente do que eu ouvia falar, que eu não percebi que estava deprimida. Ao sair dela, comecei a sair com várias pessoas. Usava isso como desculpa, para aumentar minha estima. Quando na verdade, isso mais parece uma prova da OAB, só que para tirar carteira de outra coisa.. rs

Por anos, me neguei… não me assumia 100%, não assumia as minhas dores e nem a minha necessidade de ser perdoada, por mim. Pois, como qualquer outra mulher, sempre ouvi aquela história de que casar é para sempre, que é algo como “até que a morte nos separe” e quando isso não acontece, é como se tivesse fracassado. Por alguns anos, me mantive no fracasso, culpando-me e ao outro, pelo que aconteceu. E não me perdoando pelo tal fracasso.

Mas que fracasso é esse?

Um fracasso que foi criado pela religião (até que a morte nos separe), cultural e social, que dizem (ou diziam) que casamento é para sempre. E o pior deles é o cerebral! Parece que o cérebro não aceita a separação e insiste em se ver ainda na relação. Aff…. Cérebro teimoso!!!

Eu não fracassei, eu simplesmente terminei um casamento, de 7 anos, que só me fazia mal. Todas as pessoas têm qualidades, meu ex tb as tem, mas as qualidades dele não eram suficientes para manter nossa união. Os nossos valores eram muito diferentes. Minhas qualidades também não serviram para ele manter o casamento. É simples, já não éramos mais necessários, um para o outro.

Mas permanecer reclamando é sempre mais fácil, do que ir à luta. Mais fácil do que levantar do prego, como a história que eu conto , do cachorro. Uma hora você vai ter que parar de reclamar, choramingar ou ser a “tadinha”… ou para e vai viver ou para porque a vida cansou de você. E a escolha, sempre é sua.

E meta o pé, vai à luta. Reveja sua vida, suas metas, mesmo aquelas que você deixou para lá quando se encantou pelo outro. Ainda é hora, ainda é cedo. Procure utilidade para a sua vida, ela é grande, você também é.

Seja Feliz!!! Pois é isso que você merece!

Se precisar de mim, tô por aqui.

 

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